Após o título de 1926, o Torre amargou dois vice-campeonatos seguidos — 1927 e 1928. Em 1929, voltou ao topo invicto.
O campeonato reuniu oito clubes em sistema de pontos corridos em dois turnos. O Torre abriu a temporada com três vitórias seguidas: 3 a 0 sobre Equador e Santa Cruz, 6 a 1 sobre o Flamengo.
Foi um campeonato técnico e burocraticamente conturbado. Sete partidas não foram concluídas por problemas de arbitragem ou ordem técnica. Outras quatro terminaram em W.O.
Em 19 de janeiro de 1930, no jogo contra o América, o árbitro João Rezende — "não se sentindo bem" — encerrou o confronto faltando cinco minutos. O América recusou a remarcação. O Torre foi declarado campeão.
Ainda na sequência, o clube disputou os 35 minutos restantes de uma partida pendente contra o Flamengo, originalmente iniciada em 6 de outubro de 1929. Venceu 2 a 0, gols de Agnelo e Piaba. Selava-se o bicampeonato sem derrotas.